Serviço de Inseminação de Bovinos

Serviço de consutoria e execução em inseminação artificial em bovinos

Inseminação em bovinos

De acordo com a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), a inseminação artificial pode ser definida pela introdução mecânica de sêmen no aparelho reprodutivo do exemplar fêmea da raça.

O homem, que age como mediador nesse processo, apenas introduz o sêmen. Toda a fecundação ocorre naturalmente, sem a sua interferência.

Desde o século XIV, quando houve o primeiro relato de inseminação artificial, o processo passou por várias atualizações e, com as novas descobertas da biotecnologia, hoje em dia já é possível realizar a inseminação artificial de forma segura e eficaz em quase todas as espécies domésticas, principalmente nos bovinos.

O uso da inseminação com o propósito de criar um rebanho de bovinos geneticamente viável e produtivo impactou a economia pecuarista de tal maneira que incentivou pesquisas na área da biotecnologia para que as técnicas de congelamento do sêmen da espécie fossem mais bem desenvolvidas.

A consultoria no processo de inseminação de bovinos

Para o pecuarista, o serviço de consultoria no processo de inseminação de bovinos tem a finalidade de prover todo o suporte técnico necessário para que os resultados da inseminação artificial sejam altamente satisfatórios.

Dentre os serviços prestados pela consultoria estão:

Auxílio na escolha genética

Uma das atividades dos pecuaristas é procurar uma maneira de ajustar as principais características dos animais de seu rebanho às suas expectativas e demandas de trabalho. Geralmente, procuram pelos animais que sejam mais dóceis, tenham maior produtividade (seja de leite ou carne) e capacidade de trabalho.

Com a limitação que a constante busca pelo mesmo tipo de animal dentro do seu próprio rebanho oferece – em rebanhos pequenos a consanguinidade pode acarretar em sérios problemas genéticos, sendo necessária a aquisição de novos exemplares – a inseminação artificial pode ser o caminho certo a seguir.

As técnicas de congelamento permitem ao pecuarista obter o máximo da capacidade genética dos melhores exemplares por meio de seus sêmens congelados. O trabalho do consultor, portanto, inclui avaliar a finalidade do animal a ser gerado e as características adequadas que o pecuarista espera.

O ideal é que, antes da aquisição do sêmen para a inseminação artificial, o pecuarista peça exames que comprovem a qualidade do material que será utilizado.

Avaliação do lote para a inseminação

A qualidade do lote para a inseminação deve ser avaliada de acordo com as características que possibilitem a geração de um exemplar que cumpra sua função – leiteira ou de corte – de maneira eficiente.

As vacas que serão inseminadas devem apresentar, também, uma carga genética adequada para complementar a que será depositada. Fatores como idade correta e a carcaça são fundamentais para o sucesso genético da cria.

A avaliação do lote para inseminação e todo o processo de melhoria genética é apoiado cientificamente para que os critérios desejados pelos pecuaristas sejam atendidos.

Dessa maneira, os clientes podem ter a certeza de que após a avaliação do lote para a inseminação de seus exemplares, eles disporão de todo potencial genético dos melhores machos combinados com os das melhores fêmeas.

Preparo e manejo do lote

O cio é o período em que a fêmea está preparada para ser inseminada. As fêmeas no cio podem, também, ficarem inquietas, urinar com maior frequência e apresentar a vulva inchada e brilhante.

No processo de fecundação natural, a fêmea, quando no cio, aceita a monta do macho.

Na vaca, o cio tem duração de 10 a 18 horas e um intervalo de 21 dias entre cada ciclo.

Entretanto, as vacas apresentam um período chamado de pré-cio em que apresentam os mesmos sintomas descritos acima, exceto a aceitação da monta do macho. Esse período dura de 4 a 10 horas.

O primeiro passo no preparo do lote é a identificação correta que as vacas que serão inseminadas estão no cio. A recomendação é que as vacas sejam observadas duas vezes ao dia, sendo uma vez pela manhã e outra ao final da tarde. As que forem identificadas como estando no cio, deverão ser separadas para a inseminação.

O melhor momento para que as vacas sejam inseminadas é ao final do cio, pois é exatamente nesse período que a possibilidade de fecundação se torna ainda maior. Na verdade, esse é o momento de maior fertilidade das vacas.

Portanto, se observar o cio pela manhã, a inseminação deverá ocorrer ao final da tarde do mesmo dia. Se observado o cio no final da tarde, o melhor horário para a inseminação será na manhã seguinte.

Processo de inseminação do lote

O consultor orienta minuciosamente os técnicos que irão realizar a inseminação das fêmeas do lote.

É importante ressaltar que as vacas que estão esperando para serem inseminadas estejam saudáveis e não tenham parido há menos de 45 dias.

Após a checagem inicial, a fêmea deverá ser contida para que o muco vaginal seja examinado. A consistência ideal do muco vaginal da vaca deve ser semelhante à clara de ovo, pois isso indica que ela está no ápice da fertilidade. Caso o muco não esteja com o aspecto ideal, o melhor é não inseminar a vaca.

Para otimizar o processo de inseminação artificial, todo o material que será utilizado já deverá estar pronto e disposto de maneira prática e funcional para que possa ser utilizado.

A vaca a ser inseminada deve ser higienizada de maneira completa e detalhada: a higienização deve ser iniciada pelo reto e depois a vulva. Deverão ser utilizados materiais diferentes para a higienização dessas áreas.

O sêmen a ser utilizado deverá ser identificado e retirado com o auxílio de uma pinça.

Este procedimento não deve ultrapassar 5 segundos. Em seguida, a palheta com a extremidade da bucha voltada para baixo, deverá ser mergulhada em água com a temperatura entre 35 e 37 graus durante 30 segundos.

A temperatura da água deverá estar sempre dentro deste parâmetro. Para isso, é necessário monitorá-la com um termômetro.

Depois de descongelado, o sêmen é introduzido no aplicador e está pronto para ser introduzido na vaca.

Manter a higiene durante o processo é imprescindível para o sucesso da inseminação artificial.

Os materiais que são utilizados em todas as fases do procedimento não devem tocar as instalações ou outros objetos e/ou animais que possam contaminar o sêmen que será utilizado. Além disso, é necessário atentar-se que o sêmen nunca poderá ser recongelado.

Abrindo a vulva da vaca, o aplicador deverá ser introduzido até a vagina da vaca, na direção de baixo para cima. Para que haja a certeza que o aplicador está no local correto, a mão livre é introduzida no reto da vaca para que a cérvix seja fixada.

Depois de ser introduzido completamente na vagina do animal, o sêmen deverá ser depositado lentamente. Ao final do despejo do sêmen, o aplicador é retirado de maneira delicada e é realizada uma massagem no clitóris da vaca.

Todos os dados da inseminação deverão ser anotados na ficha de cada um dos animais para controle.

Avaliação dos resultados

Alguns fatores contribuem para que o processo de inseminação artificial seja negativo.

A falta de infraestrutura adequada para que haja o manejo adequado do lote durante os protocolos de inseminação, tempo estendido para a realização das etapas, bem como a identificação inadequada do cio da fêmea encabeçam a lista desses fatores.

Quando essas situações são observadas e medidas para eliminá-las são utilizadas, os resultados serão comemorados pelos pecuaristas.

Além disso, as novilhas nascidas dos processos de inseminação têm uma taxa de fertilidade ideal para que novas crias geneticamente fortes sejam geradas.

Vantagens da Inseminação Artificial

Quando comparada à monta natural, a inseminação artificial apresenta as seguintes vantagens:

  • Melhora genética do lote;
  • Controle de doenças que podem ser transmitidas nas montas naturais de um animal para o outro.
  • Cruzamento entre raças, principalmente as raças que apresentam maior dificuldade de adaptação ao clima tropical, prejudicando a resistência para a monta natural.
  • Utilização de exemplares machos que não conseguem realizar a monta.
  • Aumento do número de descendentes de um reprodutor geneticamente superior.
  • Seleção dos melhores exemplares do rebanho.
  • Padronização dos exemplares do rebanho.
  • Possibilidade de usar o sêmen de um touro considerado geneticamente superior, mesmo após a sua morte.
  • Maior facilidade nos partos.

A inseminação artificial em bovinos, embora mais onerosa do que a monta natural, apresenta uma alternativa para que, em longo prazo, os pecuaristas possam dispor dos melhores exemplares bovinos em um mesmo rebanho, o que lhes trará vantagens comerciais.